Archivo Agosto, 2012

La oración del intolerante

-“Padrecito, Padrecito, no me dejes nunca caer en una minoría”

2 Comentarios

Fuera de eso soy un loco, con todo el derecho a serlo. Con todo el derecho a serlo, ¿oísteis?

Lisbon Revisited

Não: não quero nada.
Já disse que não quero nada.

Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.

Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafisica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) ­
Das ciências, das artes, da civilização moderna!

Que mal fiz eu aos deuses todos?

Se têm a verdade, guardem-na!

Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?

Não me macem, por amor de Deus!

Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?

Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja de companhia!

Ó céu azul ­ o mesmo da minha infância ­,
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflecte!

Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo…
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!

(Álvaro de Campos, también conocido como Fernando Pessoa, 1923)

No hay Comentarios

Facebook Express: moral a domicilio

– Hola, ¿con Facebook? Sí, quería que me manden un kilo de moral, por favor.

– ¿La quiere simple o doble? La doble está de oferta.

– Ay, buenísimo! Entonces mándeme dos kilos de doble, porque tengo invitados, y no sabía qué servirles. Pongame un kilo de moral católico-comunista, y otro de anarco-fascista. ¿Tienen moral peronista?

– Lo siento, la moral peronista no la servimos en su zona, porque se derrite en seguida, y cambia de sabor antes de llegar. Igual la puede hacer usted mismo, mezclando todas las sobras de moral que le queden en la heladera.

– ¡Perfecto! Gracias. ¿Cuánto es?

– No se preocupe, usted ya pagó.

No hay Comentarios

A %d blogueros les gusta esto: